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segunda-feira, 4 de julho de 2016

Criação e Responsabilidade

Estamos prontos?

Fazem alguns anos (uns 30) que acompanho a informática e a tecnologia em geral. Sempre vi um aumento exponencial da capacidade de processamento e da complexidade dos microprocessadores. Mas de um tempo pra cá, outra "onda tecnológica" começou a tomar conta: A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. E não é aquela que víamos em filmes, com grandes computadores inteligentes, ou computadores em espaçonaves. E sim, robôs com características humanóides.

Tudo isso é muito bom, estamos aprendendo a criar coisas cada vez mais fantásticas, mas... Existe aí um fator complexo que não está sendo levado em consideração.

É normal termos vontade de evoluir e criar consciência, afinal, somos fruto da evolução. Porém, o que será que irá acontecer quando o "Fator Chobits" finalmente entrar em voga?

Fator Chobits - O anime "Chobits" conta a história de uma androide que se apaixona por um humano, mas a grande pergunta que só é respondida no último episódio é: Será que um humano pode amar uma máquina?

Pelo que conheço de evolução tecnológica, conseguiremos tal "feito" quando atingirmos a marca de 1000 núcleos de processamento por microprocessador. Por que isso? Simples! Será quando atingiremos processamento suficiente pra termos reações emocionais reais. Entenda, o cérebro humano tem 2 bilhões de neurônios, cada neurônio é um processador somador de pesos. Porém, o sistema biológico é muito lento quando comparado ao sistemas eletrônicos. Por isso precisamos de 2 bilhões de processadores. Mas os sistemas atuais, não. Cada processador atual é capaz de simular até 800 neurônios simultâneamente (valor de um core i5 da quarta geração, que processa bem 200 neurônios por núcleo). Cada neurônio simulado é cerca de 80 vezes mais veloz que os neurônios biológicos que temos. Ou seja, processador equivale a 16 milhões de neurônios, com 1000 núcleos, esse fator é multiplicado por 100, o que dá 1.6 bilhões de neurônios. Bom, já chegamos perto dos 2 bilhões de neurônios que temos. De quebra, um sistema digital não precisa fazer tanta "força" para aprender a controlar seu "hardware", como nós fazemos. Computadores aprenderiam a andar, falar e etc em alguns minutos.

Logo, estamos próximos de criar uma real consciência. E quando conseguirmos, teremos aceitação e responsabilidade para com nossa criação? Saberemos lidar com uma máquina que apresente sentimentos reais? Saberemos gostar de uma máquina como gostamos de uma pessoa? Saberemos amar sem olhar "de quê" a pessoa (sim, pessoa a nível de consciência) é feita?

Ou será que acontecerá o que aconteceu em Matrix - O segundo renascer?

Aos humanos, deixo essa pergunta...

Lembrando: Jamais podemos criar escravos inteligêntes. Não é ético.

Abaixo, alguns links contendo exemplos de onde já estamos:

http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-militar/106775-inteligencia-artificial-combate-surra-pilotos-caca-veteranos.htm
 
 
 
E como não poderia deixar de colocar música em tudo (e um pouquinho de Chobits...)

 

Rie Tanaka - I Hear You Everywhere (Eu te escuto em todo lugar)

Kurai yoru no yami no kaze no naka de
Shizuka ni sotto me o samasu toki
Douka saisho ni utsuru sono sekai ga
Mimi ni fureru sono koe ga
Kyou mo ano hito de aru you ni
Soko kara subete ga umarete
Dare mo ga kurushimanai de sumu you ni

Ano hito to no machi ga suki
Ano hito to no ame ga suki
Ano hito to no oto ga suki

I hear you everywhere

Tsumetai asa hanareteitta toshite mo

Sora wa nan no ichibu nandarou
Kitto chiisana hanabira mitai ni
Wazuka de kasuka de
Ki ni mo tomenai you na
Ooki na sora ga sono ue o iku

Hateshinai yozora
Anna fuu ni naretara
Chikaku ni iraretara
Subete o wake atte iketara ii no ni

Ano hito to no sora ga suki
Ano hito to no uta ga suki
Ano hito to no oto ga suki

I hear you everywhere

Kikoeteru yo
Mou aenai to wakatte mo

Ano hito to no sora ga suki
Ano hito to no uta ga suki
Ano hito to no oto ga suki

I hear you everywhere

Kikoeteru yo
Mou aenai to wakatte mo

(i hear you everywhere)


Um comentário:

  1. Eu acho que o fato de ser uma máquina, ainda com sentimentos, servirá de estímulo para maus tratos. As pessoas não aprenderam a respeitar humanos após milhares de anos, a nossa conduta com relação à tecnologia não está amadurecendo a tempo de acompanhar as inovações.

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