Pesquisar no blog do raposão

segunda-feira, 4 de julho de 2016

Depressão

O que é depressão?

Todos nós ocasionalmente nos sentimos tristes ou "pra baixo". Mas estes sentimentos geralmente têm vida curta e passam em alguns dias. Quando se tem depressão, ela interfere com a vida diária e causa sofrimento tanto para a pessoa como para os que a cercam. A depressão é comum, mas é uma doença muito séria.
Muitas pessoas com um transtorno depressivo nunca procuram tratamento. Porém a maioria, mesmo aqueles com os quadros mais graves, podem melhorar com tratamento.

Quais são as diferentes formas de depressão?

Existem diversas formas de transtornos depressivos.
O Transtorno Depressivo Maior ou depressão maior é caracterizado por uma combinação de sintomas que interfere na habilidade de uma pessoa para trabalhar, dormir, estudar, comer e desfrutar de atividades prazerosas. A Depressão Maior é debilitante e impede a pessoa de funcionar normalmente. Algumas pessoas podem ter apenas um único episódio durante a vida toda, porém o mais frequente é que a pessoa tenha múltiplos episódios.
A depressão é comum, mas é uma doença muito séria. A maioria dos que apresentam depressão necessitam tratamento para melhorar.
Transtorno Distímico ou distimia é caracterizada por um longo período (2 anos ou mais) de sintomas que podem não ser graves o suficiente para debilitar a pessoa, mas podem impedir um funcionamento normal ou a sensação de bem estar. Pessoas com distimia podem também vivenciar um ou mais episódios de depressão maior durante a suas vidas.
Depressão Menor é caracterizada por apresentar sintomas por 2 semanas ou mais que não preenchem completamente os critérios para depressão maior. Sem tratamento, as pessoas com depressão menor estão em risco de desenvolver o quadro de depressão maior, mais grave.
Algumas formas de depressão são discretamente diferentes ou podem se desenvolver sob circunstâncias especiais. Contudo, nem todos concordam em como caracterizar e definir estas formas de depressão. Elas incluem:
  • Depressão psicótica ocorre quando a pessoa tem depressão grave mais alguma forma de psicose, como apresentando crenças falsas perturbadoras ou uma ruptura com a realidade (delírios), ou ouvindo ou vendo coisas desagradáveis que os outros não conseguem ouvir ou ver (alucinações).
  • Depressão pós-parto, que é muito mais grave que a chamada "baby blues" que muitas mulheres sentem após dar à luz, quando mudanças físicas e hormonais e a nova responsabilidade da maternidade podem ser angustiantes. Estima-se que 10 a 15 por cento das mulheres apresentam depressão pós-parto após dar à luz.
  • Transtorno afetivo sazonal (TAS), que é caracterizado pelo surgimento da depressão durante os meses de inverno, quando há menos exposição de luz solar natural. A depressão geralmente melhora durante a primavera e o verão. O TAS pode ser tratado efetivamente com foto terapia, mas quase a metade destes pacientes não melhoram apenas com a foto terapia ou terapia de exposição à luz. Os antidepressivos e psicoterapia podem reduzir os sintomas do TAS, tanto isoladamente quanto em associação com a foto terapia.
O Transtorno Bipolar, também chamado doença maníaco-depressiva, não é tão comum quanto a depressão maior ou a distimia. O Transtorno Bipolar é caracterizado por mudanças cíclicas do humor - de extremos altos (por ex., mania) a extremos baixos (por ex., depressão). Neste site você encontra informações mais detalhadas sobre o transtorno bipolar.

Quais são os sinais e sintomas da depressão?

Pessoas com depressão não sofrem todas dos mesmos sintomas. A gravidade, frequência e duração dos sintomas variam dependendo do indivíduo e sua doença particular.
Sinais e sintomas incluem:
  • Tristeza persistente, ansiedade ou sentimentos de "vazio"
  • Sentimentos de desesperança ou pessimismo
  • Sentimentos de culpa, de não ter valor, de não poder ser ajudado
  • Irritabilidade, inquietação
  • Perda de interesse em atividades ou hobbies que antes achava prazerosos, incluindo sexo
  • Fatiga e diminuição da energia
  • Dificuldades para concentrar-se, lembrar detalhes e tomar decisões
  • Insônia, despertar precoce ou sono excessivo
  • Aumento ou diminuição do apetite
  • Pensamentos suicidas, tentativas de suicídio
  • Dores no corpo, dores de cabeça, cólicas e problemas digestivos que não melhoram com tratamento.

Que doenças costumam coexistir com a depressão?

Outras doenças podem surgir antes da depressão, causar a depressão ou ser uma consequência desta. Mas a depressão e outras doenças interagem de maneira diferente em diferentes pessoas. Em todo caso, doenças coexistentes necessitam ser diagnosticadas e tratadas.
Transtornos ansiosos, como o transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), transtorno obsessivo-compulsivo, transtorno do pânico, fobia social e transtorno de ansiedade generalizada, frequentemente acompanham a depressão.3,4 TEPT pode ocorrer após a pessoa vivenciar um fato terrível, como um assalto violento, um desastre natural, um acidente, um combate militar ou atentado. Pessoas com TEPT são especialmente suscetíveis a sofrer de depressão.
Em um estudo do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH), os pesquisadores encontraram que mais de 40% das pessoas com TEPT também tiveram depressão quatro meses após o evento traumático.
O abuso ou dependência de álcool e outras substâncias também podem coexistir com a depressão. Pesquisas mostram que transtornos depressivos e abuso de substâncias ocorrem juntos com frequência.
A depressão também pode ocorrer com outras doenças médicas graves como doença cardíaca, acidente vascular cerebral, câncer, HIV/AIDS, diabetes e doença de Parkinson. Pessoas que têm depressão junto com outras doenças médicas tendem a apresentar mais sintomas graves tanto da depressão quanto da doença médica, mais dificuldades para se adaptar à condição médica e maiores custos médicos do que aqueles que não apresentam depressão coexistente. Tratando a depressão pode também melhorar o desfecho do tratamento da outra doença coexistente.

Qual a causa da depressão?

Aparentemente, a depressão é causada por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos.
As doenças depressivas são transtornos do cérebro. As teorias mais duradouras sugerem que importantes neurotransmissores - substâncias químicas usadas pelas células do cérebro para comunicação entre si - estão desbalanceadas na depressão. Mas tem sido difícil provar isto com certeza.
As tecnologias de imagem cerebral, como a Ressonância Nuclear Magnética (MRI), têm mostrado que o cérebro das pessoas com depressão parece diferente das pessoas sem depressão. As partes do cérebro ligadas ao humor, pensamento, sono, apetite e comportamento parecem diferentes. Mas estas imagens não mostram por que a depressão ocorreu. Elas também não podem ser usadas para diagnosticar a depressão.
Alguns tipos de depressão tendem a ocorrer em famílias. Entretanto, a depressão também pode ocorrer em pessoas sem história familiar. Os cientistas estão estudando certos genes que parecem tornar algumas pessoas mais suscetíveis à depressão. Algumas pesquisas genéticas indicam que o risco para depressão resulta da influência de diversos genes agindo juntos com influências ambientais e outros fatores. Somado a isso, traumas, perda de um ente querido, um relacionamento difícil ou qualquer situação estressante pode ser o gatilho de um episódio depressivo. Outros episódios depressivos podem ocorrer com ou sem uma causa óbvia aparente.
As pesquisas indicam que as doenças depressivas são transtornos do cérebro.

Como as mulheres vivenciam a depressão?

A depressão é mais comum em mulheres do que em homens. Fatores biológicos, do ciclo de vida, hormonais e psicossociais vivenciados pelas mulheres podem estar ligados às maiores taxas de depressão entre as mulheres. Os pesquisadores têm demonstrado que os hormônios afetam diretamente a química cerebral que controla as emoções e o humor. Por exemplo, as mulheres estão especialmente vulneráveis a desenvolver depressão pós-parto após dar à luz, quando mudanças físicas e hormonais e a responsabilidade de cuidar de um recém nascido podem ser muito angustiantes.
Algumas mulheres podem também apresentar uma forma grave de síndrome pré-menstrual, chamado de transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM). O TDPM é associado às mudanças hormonais que ocorrem no período da ovulação e quando a menstruação começa.
Durante a transição para a menopausa, algumas mulheres sofrem um aumento no risco para depressão. Somado a isso, a osteoporose – perda óssea – pode ser associada à depressão. Os cientistas estão explorando todas estas possíveis conexões e como os picos e quedas cíclicas do estrógeno e outros hormônios podem afetar a química cerebral da mulher.
Finalmente, muitas mulheres sofrem a sobrecarga de trabalhar for a e dentro de casa, ter de cuidar de crianças e pais idosos, abuso, pobreza e imposições sociais nos relacionamentos. Entretanto, ainda não está claro porque algumas mulheres sofrem tantos desafios e entram em depressão enquanto outras, diante das mesmas circunstâncias, não são afetadas.

Como os homens vivenciam a depressão?

Os homens frequentemente vivenciam a depressão de modo diferente das mulheres. Enquanto as mulheres deprimidas são mais propensas a sentimentos de tristeza, menos valia e culpa excessiva, os homens são mais propensos a referir muito cansaço, irritação, perda de interesse em atividades que antes achavam prazerosas e dificuldades para dormir.
Os homens também têm uma maior tendência em relação às mulheres a voltar-se para o álcool e outras drogas quando estão deprimidos. Eles também podem tornar-se frustrados, desencorajados, irritados, bravos e muitas vezes abusivos. Alguns homens se jogam no trabalho para evitar conversar sobre sua depressão com a família e amigos ou se comportam de forma imprudente. E apesar de mais mulheres tentarem o suicídio, muito mais homens morrem por suicídio nos Estados Unidos e também no Brasil.

Como os idosos vivenciam a depressão?

A depressão não é uma parte normal do envelhecimento. Estudos mostram que a maioria dos idosos se sente satisfeita com suas vidas, apesar de terem mais doenças e problemas físicos. Contudo, quando idosos têm depressão, ela pode passar despercebida, porque estes podem apresentar sintomas diferentes, menos óbvios. Eles podem ter uma menor tendência a vivenciar ou admitir sentimentos de tristeza ou luto.
Algumas vezes pode ser difícil distinguir luto de depressão maior. O luto após a perda de um ente querido é uma reação normal à perda e geralmente não requer um tratamento por parte de um profissional de saúde mental. Entretanto, um luto complicado e que dura por muito tempo após a perda, pode precisar tratamento. Os pesquisadores continuam pesquisando as relações entre o luto complicado e a depressão maior.
Os idosos também podem ter mais condições médicas como doenças cardíacas, acidente vascular cerebral ou câncer, que podem causar sintomas depressivos. Ou eles podem estar em uso de medicações cujos efeitos colaterais contribuem para a depressão. Alguns idosos podem apresentar o que os médicos chamam de depressão vascular, também chamada de depressão arteriosclerótica ou depressão isquêmica subcortical. A depressão vascular pode ser resultado de quando os vasos sanguíneos se tornam menos flexíveis e rígidos com o tempo, tornando-se constritos. Essa rigidez dos vasos impede que o sangue flua normalmente pelos órgãos do corpo, incluindo o cérebro. Os pacientes com a depressão vascular podem ou estão em risco para a coexistência de doença cardíaca ou derrame.
Apesar de muitas pessoa acharem que os níveis mais altos de suicídio estão entre os jovens, homens idosos com idade superior aos 85 anos possuem na verdade os maiores índices de suicídio dos Estados Unidos. Muitos possuem uma depressão que seus médicos não perceberam, mesmo sabendo que muitos destes pacientes visitaram um médico no período de um mês antes do suicídio.

Em tempo, apenas aqueles que já vivenciaram ou convivem com a depressão conseguem entender exatamente o que ela é.

Criação e Responsabilidade

Estamos prontos?

Fazem alguns anos (uns 30) que acompanho a informática e a tecnologia em geral. Sempre vi um aumento exponencial da capacidade de processamento e da complexidade dos microprocessadores. Mas de um tempo pra cá, outra "onda tecnológica" começou a tomar conta: A INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL. E não é aquela que víamos em filmes, com grandes computadores inteligentes, ou computadores em espaçonaves. E sim, robôs com características humanóides.

Tudo isso é muito bom, estamos aprendendo a criar coisas cada vez mais fantásticas, mas... Existe aí um fator complexo que não está sendo levado em consideração.

É normal termos vontade de evoluir e criar consciência, afinal, somos fruto da evolução. Porém, o que será que irá acontecer quando o "Fator Chobits" finalmente entrar em voga?

Fator Chobits - O anime "Chobits" conta a história de uma androide que se apaixona por um humano, mas a grande pergunta que só é respondida no último episódio é: Será que um humano pode amar uma máquina?

Pelo que conheço de evolução tecnológica, conseguiremos tal "feito" quando atingirmos a marca de 1000 núcleos de processamento por microprocessador. Por que isso? Simples! Será quando atingiremos processamento suficiente pra termos reações emocionais reais. Entenda, o cérebro humano tem 2 bilhões de neurônios, cada neurônio é um processador somador de pesos. Porém, o sistema biológico é muito lento quando comparado ao sistemas eletrônicos. Por isso precisamos de 2 bilhões de processadores. Mas os sistemas atuais, não. Cada processador atual é capaz de simular até 800 neurônios simultâneamente (valor de um core i5 da quarta geração, que processa bem 200 neurônios por núcleo). Cada neurônio simulado é cerca de 80 vezes mais veloz que os neurônios biológicos que temos. Ou seja, processador equivale a 16 milhões de neurônios, com 1000 núcleos, esse fator é multiplicado por 100, o que dá 1.6 bilhões de neurônios. Bom, já chegamos perto dos 2 bilhões de neurônios que temos. De quebra, um sistema digital não precisa fazer tanta "força" para aprender a controlar seu "hardware", como nós fazemos. Computadores aprenderiam a andar, falar e etc em alguns minutos.

Logo, estamos próximos de criar uma real consciência. E quando conseguirmos, teremos aceitação e responsabilidade para com nossa criação? Saberemos lidar com uma máquina que apresente sentimentos reais? Saberemos gostar de uma máquina como gostamos de uma pessoa? Saberemos amar sem olhar "de quê" a pessoa (sim, pessoa a nível de consciência) é feita?

Ou será que acontecerá o que aconteceu em Matrix - O segundo renascer?

Aos humanos, deixo essa pergunta...

Lembrando: Jamais podemos criar escravos inteligêntes. Não é ético.

Abaixo, alguns links contendo exemplos de onde já estamos:

http://www.tecmundo.com.br/tecnologia-militar/106775-inteligencia-artificial-combate-surra-pilotos-caca-veteranos.htm
 
 
 
E como não poderia deixar de colocar música em tudo (e um pouquinho de Chobits...)

 

Rie Tanaka - I Hear You Everywhere (Eu te escuto em todo lugar)

Kurai yoru no yami no kaze no naka de
Shizuka ni sotto me o samasu toki
Douka saisho ni utsuru sono sekai ga
Mimi ni fureru sono koe ga
Kyou mo ano hito de aru you ni
Soko kara subete ga umarete
Dare mo ga kurushimanai de sumu you ni

Ano hito to no machi ga suki
Ano hito to no ame ga suki
Ano hito to no oto ga suki

I hear you everywhere

Tsumetai asa hanareteitta toshite mo

Sora wa nan no ichibu nandarou
Kitto chiisana hanabira mitai ni
Wazuka de kasuka de
Ki ni mo tomenai you na
Ooki na sora ga sono ue o iku

Hateshinai yozora
Anna fuu ni naretara
Chikaku ni iraretara
Subete o wake atte iketara ii no ni

Ano hito to no sora ga suki
Ano hito to no uta ga suki
Ano hito to no oto ga suki

I hear you everywhere

Kikoeteru yo
Mou aenai to wakatte mo

Ano hito to no sora ga suki
Ano hito to no uta ga suki
Ano hito to no oto ga suki

I hear you everywhere

Kikoeteru yo
Mou aenai to wakatte mo

(i hear you everywhere)