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terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sobre o tempo e os múltiplos universos... (Sentimental e tal...)

Representação Artística de um Buraco de Minhoca.

 
Recentes descobertas na física quântica  estudo da física das partículas sub-atômicas) e na cosmologia (o ramo da astronomia e da astrofísica que lida com o universo como um todo), discutem a idéia de que há muito mais do que apenas um universo e interagem constantemente com muitos destes universos "escondidos" que nós desconhecemos. Estas descobertas obrigam nos a aceitar a ideia de que há muito mais do que hum universo e esse universo que nós conhemos interage constantemente com muitos destes universos "Escondido".

Em 1954, Hugh Everett III um jovem candidato ao doutorado da Universidade de Princeton, surgiu com uma idéia radical: A existência de universos paralelos, exatamente como o nosso universo. Esses universos estariam todos relacionados ao nosso, na verdade, eles derivariam do nosso, e nosso universo é derivado de outros. Nesses universos paralelos, nossas guerras tiveram resultados diferentes do que as que conhecemos. Espécies já extintas no nosso universo evoluíram e se adaptaram em outras. Em outros universos, nós, seres humanos possam ter sido

O pensamento sobre os universos paralelos ainda confunde a mente de muitas pessoas. Noções de universos ou dimensões paralelas, que se assemelham aos nossos, apareceram em trabalhos de ficção científica e têm sido usadas como explicações para a metafísica. Mas por que um jovem físico em ascensão arriscaria o seu futuro profissional, colocando uma teoria sobre universos paralelos?

Com sua teoria dos Muitos Mundos, Everett precisou responder uma questão muito difícil relacionada à física quântica: Por que a matéria quântica se comporta irregularmente? O nível quântico é o menor já detectado pela ciência até agora. O estudo da física quântica começou em 1900, quando o físico Max Planck apresentou o conceito para o mundo científico. Estudo sobre a radiação trouxe algumas descobertas que contradiziam as leis da física clássica. Estes resultados sugerem que existem outras leis do trabalho no universo que nós desconhecemos, operando em um nível mais profundo do que aquele que conhecemos.

Hubble Ultra Deep Field - A imagem mais distante que se tem do universo conhecido
Formação e expansão do universo em relação ao tempo 

O Princípio da Incerteza de Heisenberg

De forma bastante básica, os físicos que estudavam o nível quântico perceberam algumas coisas peculiares nesse mundo minúsculo. Por um lado, as partículas que existem a este nível tem um jeito de tomar diferentes formas arbitrariamente. Por exemplo, os cientistas observaram fótons - minúsculos pacotes de luz - atuando como partículas e ondas. Até mesmo um único fóton tem esse que muda de forma. Imagine se você olhou e se comportou como um ser humano sólido quando um amigo olhou para você, mas quando ele olhou para trás de novo, você tivesse assumido a forma gasosa.

Este passou a ser conhecido como o Princípio da Incerteza de Heisenberg. O físico Werner Heisenberg sugeriu que, apenas observando a matéria quântica, afetamos seu comportamento desse assunto. Dessa forma, nunca poderemos ser plenamente seguro da natureza de um objeto quântico ou seus atributos como velocidade e localização.

Essa idéia é apoiada pela interpretação de Copenhague da mecânica quântica. Apresentada primeiramente pelo físico dinamarquês Niels Bohr, essa interpretação afirma que todas as partículas quânticas não existem em um estado ou outro, mas em todos os seus possíveis estados de uma só vez. A soma total dos possíveis estados de um objeto quântico é chamada de sua função de onda. O estado de um objeto existente em todos os seus possíveis estados de uma vez é chamada de superposição.

Segundo Bohr, quando observamos um objeto quântico, afetamos seu comportamento. Observação quebra a superposição de um objeto e o força a escolher o objeto de um estado de sua função de onda. Essa teoria explica por que os físicos obtiveram medidas opostas do mesmo objeto quântico: o objeto "escolheu" estados diferentes durante diferentes medidas.

A interpretação de Bohr foi amplamente aceita, e ainda é por grande parte da comunidade quântica. Mas, ultimamente, a teoria de Everett dos Muitos Mundos tem recebido muita atenção.

Não é fantástico imaginar isso? Desde meus 8 anos de idade eu sempre pensava que no exato momento em algum lugar no espaço, em outro tempo...existe outro Ismael da Cunha Lopes, sim ele tem o mesmo nome que o meu e ela tem a mesma sequência genética que a minha, somos idênticos e ele deve estar fazendo a mesma coisa que eu agora. Em outro planeta este Ismael já morreu, em outro ele é uma criança, um bebê ou um idoso, tenho vidas diferentes, mortes diferentes, nasci em diversas datas e territórios e terei destinos diferentes. O tempo não tem limite, e tamanho também não, logo não temos um fim, se não temos um fim temos de tudo e tudo existe.

Será assim este outro universo?

 E se de repente, por algum devaneio quântico do funcionamento do universo, você pudesse trocar de lugar com seu outro eu que está em um desses universos paralelos? Se você um dia fosse dormir e acordasse com toda a sua vida trocada, com todos os parâmetros mudados...

Já imaginou se você fosse dormir casado e acordasse solteiro? Se você comprasse um carro branco e ao entrar na sua garagem, seu carro fosse vermelho? Se você namorasse uma negra e de repente descobrisse que sua namorada é ruiva? Se em seu emprego você é o chefe e de repente descobrisse que você não passa de um Office-Boy...

Como você se sentiria? E... O que você faria? Pense nisso...

sábado, 20 de agosto de 2011

Paradigmas, consumismo e computadores

PC de 20 Anos atrás Processador Intel 80386DX


A nossa geração está acostumada a adaptar-se rapidamente. O celular, as câmeras, o computador...muita coisa mudou nos últimos 20 anos, e nós achamos isso normal, esquecendo que em mais de 3000 anos de civilização esses equipamentos só surgiram nos últimos 100.

O computador surgiu como alternativa para realizar cálculos em engenharia. Logo, sua função inicial era auxiliar o ser humano a realizar tarefas. A função não mudou, mas as tarefas mudaram. Hoje é possível usar o computador para tocar música, conversar com pessoas, gravar imagens e vídeos, assistir programas, ler notícias e comentar sobre ela e muito mais.

Junto com os novos recursos, ganhamos novas obrigações. Hoje, quem quer ter um computador funcional precisa ter cuidado. Alguém aí nunca ouviu falar de vírus, spyware ou desfragmentação de disco?

Pois é, o computador hoje está resolvendo problemas que ele mesmo criou.

Não seria ótimo realizar todas suas tarefas sem ter um compromisso com o computador? Uma máquina que servisse a você, e não o contrário?

Infelizmente, isso exige uma quebra de conceito. Não adianta pensar "o que essa máquina pode fazer por mim". O certo é "o que eu preciso que uma máquina faça por mim".

Aí sim, escolha a melhor solução para você. Não aceite o que "eles" querem te vender. Pense duas vezes antes de comprar um computador "ultra potente". Lembre-se de que a máquina top de linha hoje vai ser o caco ultrapassado daqui a alguns anos.

O computador deve ser a solução, não o problema.

PC Atual Processador Intel Core i7 Extreme

O que esta postagem tem a ver com o projeto A.R.C.A ou mesmo com a minha vida? TUDO... Todo mundo sabe que trabalho com computadores, e vejo estes paradigmas diariamente... Sobre o projeto A.R.C.A., mais pra frente devo comentar sobre os sistemas de informática da nave...

Abraços a todos.